7 artistas do Uruguai que você precisa conhecer + infos da cultura uruguaia

Uruguai é um país pequeno, mas charmoso e repleto de cultura. Com praias, cidades arborizadas e campos, possui uma população de mais de 3 milhões de pessoas. Deste total, moradores da capital famosíssima, Montevideo. País que faz fronteira com a Argentina e com o Brasil, no estado do Rio Grande do Sul, se tornou multicultural, justamente pelo fato de sua população ser maioritariamente descendente de imigrantes de todas as partes do mundo.

Uruguai – cultura

Um país que também é entregue às graças do carnaval, possui a festa mais longa do mundo. Durando mais de 45 dias, o carnaval uruguaio é uma mistura de tambores africanos, teatro e música, entoados nas esquinas de todo o país.

Já a música popular uruguaia é chamada de folclore e está diretamente relacionada com o campo, sendo que muitas das canções são entoadas em reflexão às áreas verdes e às lendas da natureza. Muitas destas canções foram utilizadas como uma forma de expressão para protestar durante a ditadura militar.

O Uruguai, mesmo sendo um país latino, possui em suas raízes detalhes da cultura europeia, com características parecidas na linguagem e costumes. Porém, com a intervenção da tradição gaúcha (nascida entre argentinos, uruguaios e rio-grandenses), estes aspectos são menores, com relevância da cultura latina, e principalmente, com a influência indígena que é presente na forma de se vestir e nas danças gaúchas.

Música

Pela proximidade cultural com a Argentina, o Tango tem grande importância na música nacional, porém, até mesmo na música clássica produzida no Uruguai, há influências de compositores espanhóis e italianos. Eduardo Fabini é o responsável pelo início da mudança de uma definição nacional da música no país, com a inclusão de elemento latino-americanos.

Ritmos e estilos

Imagem – divulgação

Candombe é um ritmo afro-latino de extrema relevância no Uruguai. Além de fazer referência à história do povo negro, hoje ele também é um importante instrumento cultural do movimento negro. Os tambores evocam ritmos e melodias que são familiares aos brasileiros. Outro ritmo conhecido por lá é a Murga.

Imagem – divulgação

Uma expressão artística presentes nos países de origem espanhola, a Murga é formada apenas por homens, que fazem um musical com letras que criticam a política local. Com seus instrumentos de percussão e caras pintadas, arrastam multidões em festejos carnavalescos.

Artistas uruguaios

No Te Va Gustar (NTVG)

NTVG é uma banda formada em 1994 que já chegou a tocar ao lado da banda nacional brasileira Paralamas do Sucesso. Hoje, possui sete álbuns e faz shows pela América Latina, inclusive alguns em Porto Alegre.

El Cuarteto de Nos

Com 15 álbuns lançados, El Cuarteto de Nos é um grupo musical de rock alternativo, formado em 1980, em Montevidéu, e é considerada uma das mais importantes do rock uruguaio. É reconhecida internacionalmente através de suas canções que abordam fatos do cotidiano de forma crítica e bem-humorada. Já possuem dois Grammys Latino, nas categorias de melhor canção de rock e melhor álbum de pop/rock. É uma banda que usa e abusa de gêneros musicais, onde o rock, o folclore, a música eletrônica ou a música tropical uruguaia são misturados.

Jorge Drexler

O músico uruguaio mais conhecido no Uruguai e mundo afora, é médico e ator , e um dos nomes mais conhecidos da música da América Latina. Drexler começou a sua carreira em 1995, porém só ganhou projeção internacional em 2005 com a canção “Al outro lado del río”, parte da trilha sonora do filme “Diários de Motocicleta”, que ganhou o Oscar de melhor canção original naquele ano. Possui 13 álbuns, com discos indicados para prêmios nacionais e internacionais. “Sea”, por exemplo, foi indicado ao Grammy Latino e ao MTV Latino em 2001. Foi votado entre os 10 melhores álbuns daquele ano pela revista Rolling Stone Argentina. Tanto “Sea” como “Frontera” foram indicados aos prêmios Gardel de la Música Argentina em 2001 e 2000, respectivamente, e receberam disco de ouro por suas vendas no Uruguai.

La Vela Puerca

La Vela Puerca é outra banda do rock uruguaio muito conhecida por lá e na Argentina. Formada em 1999, possui 7 discos lançados e é uma das mais promissoras bandas de rock do país. Com alcance surpreendente, faz sucesso na Europa, sendo muito ouvida na Alemanha. Todos os álbuns do grupo receberam disco de ouro no Uruguai, além de vários Graffiti Awards (prêmio da música uruguaia), incluindo: artista do ano (2003 e 2014), melhor álbum ao vivo (2010 para “Normalmente Anormal” e 2015 para “Um para todos”) e melhor tema do ano (2003 por “Eu Vejo” e 2012 por “Teoria”).

Bajofondo

Como o Tango é um gênero ligado à identidade cisplatina (que significa “para aquém do rio da Prata”, ou seja, entre a Argentina e o Uruguai), o Uruguai tem relação forte com o ritmo. A banda uruguaia-argentina Bajafondo (que possui característica de tango elétrico) é uma das mais conhecidas no meio. Entre os sucessos, a de maior alcance é “Pa Bailar”, provavelmente a mais conhecida no Brasil e que inclusive foi trilha da abertura da novela “A Favorita”, em 2008-2009.

Malena Muyala

Malena é uma cantora e intérprete de tango com sete discos certificados de ouro e platina, lançados ao longo da carreira. É uma das vozes femininas mais conhecidas no Uruguai e fora do dele, com turnês nacionais e internacionais. Em 2010 ganhou o prêmio Graffiti, pelo seu álbum “Muyala En el Solís” na categoria de melhor álbum de Tango. Já em 2012, ganhou o prêmio Festival Cubadisco 2012, pelo álbum “Pebeta de mi Barrio”, na categoria de melhor álbum internacional.

Ana Prada

Ana é uma artista que mistura ritmos rio-platenses (forma variada do espanhol falada no Uruguai) e música pop. Ela foi integrante do quarteto vocal La Otra, mas desde 2006 segue em carreira solo. Já lançou três discos: Soy sola (2006), Soy pecadora (2009) e Soy Otra (2013). Sua música faz parte do folclore latino-americano, com influências de ritmos contemporâneos. Além disso, a cantora é prima de Jorge Drexler.

Uruguai ganha comunidade artística 

Localizada no povoado de Garzón, em Maldonado, a nova colônia artística, Campo Garzón, deu início ao primeiro espaço artístico no campo.

A nova escola foi fundada fotógrafa Heidi Lender, radicada no povoado de Garzón há mais de oito anos. Com o objetivo de estabelecer bases inovadoras, além de criar a instituição num modelo sem fins lucrativos. A proposta carrega uma visão culturalmente revolucionaria que une residência artística, laboratório de alimentos e um moderno alojamento.

A intenção é que sejam apresentadas diversas disciplinas artísticas aos que convivem na comunidade. “Me empolga a ideia de que diversas disciplinas dialoguem entre si e gerem novas experiencias”, diz Heidi Lender, em entrevista ao jornal El País uruguaio.

Além disso, durante os três primeiros anos, o processo de curadoria dos artistas será realizado pela idealizadora e pelos artistas que ali estiverem, e mais para frente existirá um processo de solicitação onde qualquer artista poderá fazer parte e se integrar à organização.

Para mais informações sobre música, acesse aqui!

Post Author: Jaqueline Oliveira

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