Sempre com um diferencial (tem clipe novo em 360°!), os integrantes se dedicam a canções próprias, a covers e até projeto social, idealizado e bancado por eles

Diferentes! Essa palavra define a banda, mas não é só por causa do nome, que pode parecer engraçado para quem o escuta pela primeira vez, ou pelo número de integrantes, que são 7 ao total: Natan Kurata e Paulinha Malvar, vocal; Fe Lima e Spiga Bastos, guitarra; Marcelo Tuma, percussão; Luca Gorga, bateria; e Thiago Biral, baixo! Eles pensam diferente de muitas outras bandas, afinal, muito mais do que sucesso, eles estão em busca de vida longa à banda!

Isso se tornou evidente já nos primeiros minutos de entrevista, quando eles contaram que passaram um ano inteiro se dedicando exclusivamente aos negócios da banda, mas que em 2016 resolveram voltar à antiga vida e conciliar o trabalho (cada um na sua área), com a arte de cartar, tocar e compor. O motivo para insistir nessa jornada dupla? Paulinha explica: “Queremos que a Vó Tereza dure muito tempo, então voltamos a trabalhar para ter como manter a banda”, diz a cantora.

Durante esse ano, em que se dedicaram totalmente à música, eles contaram que amadureceram muito e que se profissionalizaram. Além disso, aprenderam também a lidar com ansiedade, o que fez com que eles conseguissem conciliar melhor os dois lados da moeda (o trabalho, e a banda). “Trabalhando a gente tem um pouco mais de frieza e calma para tomar as decisões corretas. Pode ser que atrase um pouco mais os projetos, mas pelo menos torna isso mais sustentável em longo prazo”, comenta Tuma.

Com esse pensamento, eles seguem, garantindo o que precisam para se manterem, e fazendo dos treinos, shows e reuniões da banda, momentos de pura felicidade. Como diz Paulinha, “o legal é que esses momentos se tornam os nossos favoritos”!

Cuidados de vó

Segundo a turma da Vó Tereza, a escolha do nome da banda tem um significado muito especial. Nenhum deles tem uma vó chamada assim, mas por esse ser um nome bem brasileiro, eles o escolheram para nomeá-los, junto com todas as qualidades de “vó”. “Queríamos um nome brasileiro, porque temos muita influencia da música nacional, e a gente queria algo mais convidativo. Como a casa de vó é muito acolhedora, e sempre falamos nos covers que o palco é uma extensão da pista, então ficou assim”, explica Paulinha.

Após o EP “Não repare na bagunça”, que foi pensado para ser diferente (inclusive a capa e modo de ler as letras das músicas), a banda lançou, em fevereiro deste ano, um clipe 360º! Atentos à tecnologia e às recentes novidades, mais uma vez Vó Tereza demonstrou o cuidado que tem com seus projetos e o quanto se preocupa em levar para ao público experiências diferenciadas.

“Foi uma experiência totalmente nova e, por ser uma tecnologia recente, ainda há algumas limitações, como não sair de determinados lugares. Mas foi sensacional!”, conta Fe Lima.

Sobre a produção do clipe, por incrível que pareça, a decisão foi tomada de última hora, mas deu muito certo. Foram apenas duas gravações com GoPro e pronto, a Vó Tereza tornou-se a primeira banda independente à produzir um vídeo clip em 360º. Mais um carinho (super tecnológico) de Vó, aos fãs!

Veja aqui como ficou (indicado ver no celular, pelo app do Youtube):

Ao longo de 2016, a banda promete um som mais maduro, mais novidades e aquela pitada de inovação, claro!

Exemplo a ser seguido

Além de se dedicarem ao trabalho, à banda, aos shows, aos covers e até à festas de casamentos (sim, eles topam tudo que é divertido!), a banda também mantém um projeto social que leva música para praças, totalmente de graça. O projeto chama-se “Pé na grama” e é idealizado, criado, organizado e realizado por eles. Desde o pedido de autorização para a subprefeitura, até os shows que rolam ao ar livre (realizado por eles e por bandas amigas), tudo é a Vó Tereza quem consegue e quem, inclusive, arca com todos os gastos.

Na prática, eles convidam o bairro para participar do evento e ter um dia deferente, repleto de música boa, aos domingos, em praças que não costumam ser muito visitadas: “a ideia é fazer um festival para promover a música e a cultura, de forma livre, nas praças, de modo que as pessoas tenham fácil acesso e tem dado muito certo”, comemora, com satisfação e alegria, a vocalista Paulinha.

O “Pé na grama” já está na sua terceira edição e realmente movimento a região em que acontece: “No primeiro esperávamos umas 70 pessoas, e foram, pela média, umas 200. No segundo o público já subiu para 300. Já no último, no rotativo bateu umas 500, então ele está se construindo, está bem legal!”, conta Fe Lima, guitarrista.

A data e o local da próxima edição ainda não estão definidos, mas para conferir o quanto a iniciativa da banda é boa e divertida, assista ao vídeo abaixo e confira um pouquinho do que rola durante o “Pé na grama”.

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