Crítica de O Predador: filme estreia hoje nos cinemas

O Predador pode ser considerado um clássico no mundo geek, considerando todas os reboots que tem? A resposta é simples: talvez. Essa incerteza ao caracterizá-lo como integrante dos maiorais do cinema geek deve-se ao fato de a própria história não ser contada tão bem, importando-se mais com referências de seus antecessores e com a preocupação de ser, apenas, legal. Mas a pergunta ainda é feita por razões que nos leva a rir, a se espantar e a se divertir, mesmo que a possibilidade de esquecermos do filme depois de um tempo seja incontestável. E à estas razões, damos o pedestal para os pontos mais fortes deste longa, que estreia hoje nos cinemas.

Em sinopse, O Predador retorna à caçada que vêm sido apresentada desde 87 – com o primeiro longa da série Predador – , e que chega a todos os lugares na reinvenção explosiva assinada por Shane Black. Desta vez, os mais letais caçadores do universo estão mais fortes e mais mortais do que antes, tendo se aperfeiçoado com o DNA de outras espécies (será que dos humanos, também?). Confira o trailer!

O filme escancara que pode abusar de cenas que trazem a sensação de terem sido elaboradas somente para mostrar que sabem, sim, utilizar a violência gráfica com maestria. Com a tecnologia IMAX, a experiência visual é incrível. Em alguns momentos, o choque que temos ao assistir o que se passa na tela, traz a tensão diante de muito sangue, tripas de corpo destroçado, ação misturada com planos longos e, ao mesmo tempo, cortes funcionais para que toda essa “monstruosidade” saia ao estilo Predador de ser. Claro que, em algumas situações, esta sincronia não soa muito bem, principalmente, quando a trama original deixa os predadores como antagonistas, o que traz o humano, nesse caso, os soldados, para frente da história e deixando a passagem um pouco mais lenta e não tão agressiva como é quando os bichos tomam conta. Isso, de certa forma, esmorece algumas sequências e destoa em relação à execução no contexto geral. O monstro alienígena acaba sendo distanciado para que assuma seu papel como antagonista.

Imagem – divulgação

Já como protagonista, temos nada de predador, não. O papel nem vai para o personagem de Boyd Holbrook (o soldado Quinn McKenna) que começa como principal e depois some diante do grande mestre da história, tanto para os humanos quanto para os Yautjas (espécie dos predadores). Estamos falando do nosso queridinho Jacob Trembley (Extraordinário) em seu papel como o filho do soldado Quinn. Um garoto prodígio (genialidade que pareceu ser exagerada na conclusão do filme) que comete todos os erros possíveis para gerar os problemas que o roteiro, assinado por Black e Fred Dekker, precisava para fluir com a história – mesmo que em alguns momentos, a execução e resolução dos problemas são inconvenientes e mal produzidas. Ressalto aqui a personagem bióloga, Casey Bracket (interpretada por Olivia Munn), que de uma hora para outra, atira e luta como soldado. Que em determinada cena, é a chave para salvar o experiente militar das garras do alienígena, mesmo estando do outro lado de ilha, onde Quinn é atacado (detalhes que reduzem a grandiosidade do filme à pó).

Outro ponto que gerou um certo incômodo é a tentativa da criação de um vínculo emocional entre o público e o grupo de soldados que são os “heróis” da história. Todos com diagnósticos diferentes de distúrbios mentais, causados por traumas da guerra, possuem peculiaridades que dariam muito certo ao aproximá-los do público de forma sentimental, se tivessem sido bem trabalhados. O que não acontece. De fato, são engraçados, mas não possuem o laço afetivo entre soldados como já temos o costume ver em filmes de guerra. O que acontece é a tentativa acelerada, mas não funcional. O cômico garante a fluidez narrativa, mas não emociona.

Imagem – divulgação

Mas, nem tudo são espinhos. Como dito, a qualidade de imagem, ambientação, violência gráfica e outras utilizações gráficas na composição imagética são as razões para que O Predador garanta seu pedestal no universo geek. São elas, as responsáveis por nos trazer uma boa ação, divertida e ótima aos nossos olhos. Além, também, da qualidade sonora. Com um elenco de peso, o longa não exagera no horror, mesmo com alguns picos thriller no longa, o eixo logo é corrigido para a ação cômica e exagerada de violência. É um filme que diverte e que conta a história de um momento específico na vida humana, quando predadores se caçam na terra. Ponto. Sem muita contextualização, até porque estamos falando de um universo já conhecido, mesmo que eu acredite que funcionaria descrever algumas características.

Ficha Técnica

Título The Predator (Original)
Ano produção 2018
Dirigido por Shane Black
Estreia
13 de Setembro de 2018 
Duração 1h47
Classificação 18 anos – sob análise da distribuidora
Gênero
Ação  e Aventura
Países de Origem
Estados Unidos da América

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Post Author: Jaqueline Oliveira

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