Faixa a faixa de Tell me you love me

Já estamos sentindo o cheiro de sucesso no ar. Novo álbum da Demi Lovato é um divisor de águas na carreira da cantora

Assim como Miley Cyrus (veja aqui o faixa a faixa de “Younger Now”), a cantora Demi Lovato iniciou a sua carreira na televisão, mais precisamente, no programa do Barney ao lado de Selena Gomez. Depois de toda a sua evolução de cantora teen logo após o sucesso dos filmes Camp Rock com os, então, Jonas Brothers, ela cresceu e agora com 25 anos adota uma postura mais sexy, empoderada e coloca a sua voz poderosa para jogo.

Demi sempre citou a sua vontade de conseguir demonstrar mais o seu alcance vocal em sua própria música. Era exatamente por isso que “Stone Cold” era uma das faixas que ela chegou a dizer que mais adorava cantar ao vivo. As suas apresentações da música em premiações e eventos ganharam aplausos calorosos de uma plateia cheia de artistas que também não ficam para trás em talento.

Agora, com o lançamento do disco “Tell me you love”, divulgado na data limite para poder ser indicado para o Grammy 2018, a cantora apostou em uma nova gama de sons que abusam do soul e do R&B, sem deixar de lado o nosso amado pop de cada dia e muitos elementos eletrônicos.

Confira abaixo o faixa a faixa de Tell me you love me

Faixa a faixa de Tell me you love me

Sorry not sorry

A primeira música e o primeiro single do álbum. Demi Lovato decidiu vender exatamente a música mais “comercial” em termos pops e talvez a que mais se destoe de todo o resto do álbum. Muito dançante, ela usa as repetições do “Baby I’m sorry, I’m not sorry” o suficiente para que não fique cansativo para quem escute e para que vire um hit daqueles que grudam na cabeça e só saem no outro verão.

E, falando em verão, ela acaba entrando um pouco na mesma vibe de “Cool for the summer”, single divulgado ano passado do álbum “Confident”. O clipe dos dois então, são quase uma continuação e ambas as músicas são apostas certeiras no pop tradicional.

Tell me you love me

A faixa que dá nome ao disco traz sons modernos ao que seria um soul, mas o que chama mesmo a atenção e o que protagoniza na música é a voz da Demi Lovato. Conforme ela mesma disse, a intenção era mostrar alcance vocal e essa música é tão poderosa que quando ela diz “can you hear my heart say?” (consegue ouvir meu coração dizer?) nós quase escutamos. Sua voz ganha força principalmente nos refrões quando ela pede por amor quase que como uma súplica.

Sexy dirty love

Uma faixa que lembra muito um pop dos anos 90 e começo dos anos 2000 – inclusive é possível ver bastante dessa referência durante o álbum já que a cantora até chegou a dizer que queria fazer o seu próprio “Stripped” (2000) da Christina Aguilera. A música possui uma batida frequente, com elementos eletrônicos, que só diminuem a intensidade quando está perto do refrão para trazer de volta a sensação de evolução de ritmos.

You don’t do it for me anymore

Sexy, lenta e com vocais que certamente não deixam a desejar em nenhuma nota. Com diversos elementos, a música segue lenta com fortes variações de vocais da cantora. Não há a presença de backing vocals, o que a torna crua, porém muito bem produzida. A intenção aqui, parece ter sido exatamente uma simplicidade de instrumentos para evidenciar a voz. Violinos que aparecem ora tímidos, ora com um pouco mais de volume, também abrilhantam mais a faixa. Adoraria ver uma versão dela somente com violino e piano.

Daddy Issues

Era ousadia que você queria? Acho que com essa faixa ela conseguiu te dar o que você esperava. Falando sobre um homem que só aparece para transar e depois vai embora, mas que, mesmo assim, ela não consegue largar, a música é cheia de elementos eletrônicos em toda a sua duração. Começa minimalista e vai crescendo conforme ela avança até alcançar os seus ápices no final de cada refrão.

Ruin The friendship

Com toda certeza uma das músicas que mais vão dar o que falar, principalmente se virar single. “Ruin the friendship” fala sobre querer estragar uma amizade para poder ceder aos desejos de ficar com o amigo. O maior palpite é, claro, Nick Jonas, um dos melhores amigos da cantora desde Camp Rock. Eles, inclusive, saíram em turnê juntos no ano passado com a “Future Now”.

Em termos de música, ela é sexy como não podia deixar de ser e incorpora instrumentos de sopro de forma magistral. Acredito que um violoncelo marcado poderia dar um toque final, mas nessa faixa, incorporar mais alguma coisa, seria mero detalhe. Sem sombra de dúvidas é uma das minhas preferidas.

Only Forever

Tem um forte apelo aos anos 90 também. O refrão que repete “Only Forever”, lembra bastante “Viva Forever” das Spice Girls – uma das bandas de mulheres mais icônicas da história da música. Ela possui um piano distorcido e batidas simples, e vocal com efeito duplicado durante quase toda a música, além de mais distorções em momentos isolados.

Lonely

É a única música com participação. Lil Wayne já é identificado no começo depois dos vocalizes da Demi. Ele é figurinha obrigatória nas faixas de Ariana Grande em suas músicas lentas e poderosas vocalmente, e foi exatamente isso que eu senti aqui. Essas músicas provam que dois estilos, aparentemente muito distintos, dão muito certos juntos. A batida beira o obscuro enquanto Demi fala sobre como foi deixada fuc*** sozinha. Ela também conta com algumas duplicatas na voz ao fundo, mas não há presença de backing.

Cry baby

Um pouco mais upbeat, mas sem deixar de ser lenta, “Cry baby” já começa a nos dar o gosto do final do álbum. O refrão é com certeza o ponto mais alto. Há muitos backing vocals, além da voz da cantora que se destoa de todo o resto da faixa. Na letra ela celebra e parabeniza – de forma irônica, claro – uma pessoa responsável por conseguir quebrar seu coração.

Games

Como o nome já indica, a faixa trouxe elementos eletrônicos que lembram trilha sonora de jogos. O baixo, principalmente no refrão, está de chorar de tão bom, além dos backings que estão exatamente onde deveriam estar. A ponte e o último refrão farão você amar a música com toda a certeza.

Concentrate

Estalos, guitarra e o baixo marcam toda a batida que sobe e desce ao longo da música e ganha mais elementos conforme alcança seus picos. Muito bem produzida, ela toca você no fundo da alma em um ritmo lento, mas nada tedioso. Como não poderia deixar de ser pela letra que diz como ela não consegue se concentrar depois de um bom momento a dois, a melodia é sensual e poderosa.

Hitchhiker

Difícil demais escolher uma música em que a voz da Demi Lovato esteja melhor nesse álbum. “Tell me you love me” foi todo pensado para mostrar a vocalista incrível que ela sempre foi, mas “Hitchhiker” é uma das que mais chamou atenção nesse sentido. Talvez por pura impressão por conta do saudosismo de um álbum dela ouvido pela primeira vez, mas os vocais dessa música são a cereja do bolo que faltava para terminar com maestria o disco.

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